6 de dezembro de 2011

DEPOIS, SÃO "PROBLEMAS TÉCNICOS"...

Raras são as vezes que utilizo o transporte público aqui na minha cidade do Rio de Janeiro, principalmente os considerados “transportes de massa” que carregam uma multidão espremida num espaço inferior ao dignamente aceitável e merecido, obrigando as pessoas as condições ridículas no caminho em busca do pão de cada dia.

Pois bem... Hoje, excepcionalmente precisei ir ao centro entregar um projeto e como não há vagas disponíveis, estacionei o carro num bairro da zona sul e segui via metrô.

Até aí, tudo bem... A composição já estava “adentrável” pela hora. Resolvi o que tinha que resolver no centro e voltei para o metrô a fim de buscar o carro, entrei no vagão de número 2056 e ao partir percebi o barulho e a vibração que fazia, imaginei então que o “bagulho” não deveria ter manutenção há anos, pois o material rolante estava dando pancadas nos trilhos como se estivesse ovalizados (não redondos como deveriam). As pancadas eram muito fortes e aumentavam conforme a velocidade, me davam a impressão de que o vagão iria saltar dos trilhos. O barulho era coisa amedrontadora. Esse conjunto de vibração com o som ensurdecedor, por algum momento me fez lembrar daquelas viagens que fazia nos trens velhos e de portas que nunca se fechavam dos ramais de Gramacho e Saracuruna (cidades do Município de Duque de Caxias - Baixada RJ).

Juro que isso me irritou bastante, pois são “problemas técnicos” rotineiros, fazem parte do cotidiano dos usuários e a maioria decorrente da falta de manutenção corretiva. Sim, porque a preventiva como eu pude notar, não acontece, ou não teria percebido hoje.

Não sou técnico no assunto e nem precisava para observar (e sentir) que havia algo de muito errado e grave pondo em risco à integridade física dos usuários, quiçá, a vida deles.

Vejo isso como falta de respeito, descaso e irresponsabilidade dos que deveriam ser responsáveis por ofício e por legalidade. Também me deixa pensar que o desgoverno do meu Estado juntamente com o órgão regulador (AGETRANSP) esteja em conluio com quem oferece serviços sem a devida segurança, despreza o respeito e viola os direitos constitucionais.

É nessa hora que as comissões dos “Direitos Humanos” deveriam deixar as portas das cadeias e se mostrarem presentes para defenderem os interesses constitucionais dos cidadãos, cobrando para que sejam respeitados e tratados com a dignidade que merecem por direito.

Essa minha indignação não pára no buraco do metrô, ela se estende às outras operadoras que assumiram as concessões dos transportes aqui do Rio, como os trens e as barcas, que dispensam o mesmo tratamento desleal em sua natureza, aos seus dependentes usuários.

Ah! E depois me vem com campanhas para deixar o carro em casa em favor da qualidade de vida, tá?...





5 de dezembro de 2011

MOVIMENTO “GOTA D’ÁGUA” EXPLICA:



O “Movimento Gota D’Água” reuniu especialistas para explicar toda essa mobilização que está acontecendo contra a construção das usinas de Belo Monte.

Aos que nunca se interessaram, mas que agora surgiu a curiosidade em saber sobre o que tanto se fala e também aos que se sentem mal orientados, sugiro que assistam aos vídeos, pois neles são apresentadas as soluções ou contingências que motivam a contraposição, diferente do movimento a favor desse empreendimento bilionário que nem ao menos convence, mesmo apresentando dados mirabolantes e cheios de itens ilusoriamente contabilizados afim de iludir sobre o que possivelmente jamais será real.

Aqui mesmo no Blog um dos meus textos sobre Belo Monte já foi taxados como “inconsistente”, porém garanto que escrevo com base naquilo que leio e antes de postar sobre qualquer assunto, me certifico de que não há exageros ou inverdades nas divulgações de onde pinço informações.

Por conta dessa taxação oportuna, fui motivado a apresentar minhas fontes de pesquisa para que fossem confrontadas com o que eu havia escrito, garantindo assim, minha idoneidade literária.

Tão corretas estavam as informações que eu apresentei que, em apoio, recebi comentários de pessoas ligadas ao movimento por questões lógicas, principalmente nas questões indígenas e sistêmico-ambientais (Leia matéria e comentários postados no Blog - http://taissum.blogspot.com/2011/11/sera-o-complexo-de-usinas-hidreletricas.html ).

E aproveitando a postagem da Professora Sônia Mariza, que é literária especialista nas questões político-sociais e engajada no que Belo Monte causará à região do Xingu caso seja construída, reedito, com sua permissão, a postagem do seu Blog “Personal Escritor”.


Segue matéria:
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PERSONAL ESCRITOR

“Resposta do Movimento Gota D'Água a questões sobre Belo Monte – vídeo”

“A seguir vídeos do Movimento Gota D'Água em resposta a dúvidas sobre Belo Monte. Quais impactos a usina poderá trazer aos índios e aos moradores do Xingu? Quais os impactos de Belo Monte ao meio ambiente? Seria possível equacionar a questão de produção de energia com a manutenção da vazão das águas do rio Xingu? Qual o real custo econômico da construção da hidrelétrica? Estas e outras questões são respondidas por especialistas que compareceram aos estúdios do Floresta Faz a Diferença, com apresentação de Sérgio Marone”.






Nota do autor:
Espero continuar tendo consistência em meus argumentos e sempre reproduzir as matérias que pesquiso de maneira muito bem pensada... Isso para o bem da verdade, da opinião que porventura eu possa formar, do que prezo e que fortalece o meu caráter e também, para o bem de todos os leitores por vários países do planeta que acompanham carinhosamente prestigiando o Blog Pensar e falar.





27 de novembro de 2011

BELO MONTE DESTRINCHADO POR UM ESPECIALISTA DE PESO



Embora seja uma matéria longa, ela é fruto da pesquisa do professor Célio Bermann que a escreveu com muita propriedade para  a edição da Revista SCIENTIFIC - nº44 - Especial Xingu. Esse rico material nos foi trazido ao conhecimento através da ativista gaúcha Sheila Camargo (@spascam) e Professora Sônia Mariza (@PersonalEscrito), que defendem com todo o vigor as questões de comportamento e cultura das comunidades indígenas do Brasil. E desta forma, dedicaram-se à causa mais polêmica da atualidade e que cai como uma pedra sobre as comunidades ribeirinhas do Xingu, no leste da Amazônia, o Complexo de Usinas de Belo Monte. 

O projeto de construção de Belo Monte, preparado pela Norte Energia S.A., foi elaborado com o cuidado de não inundar nenhuma terra indígena. Por esta razão, nenhuma comunidade indígena será realocada pelo empreendimento.


Esta afirmação, no site da Empresa Norte Energia, construída para a construção da Usina de Belo Monte no rio Xingu, tem sido utilizada como uma verdade para não responsabilizar as empresas envolvidas na obra e o governo das inevitáveis conseqüências que o projeto trará par as populações indígenas do rio Xingu.

Concebida como a principal obra do PAC do governo Lula, é mantida de forma obsessiva pelo atual governo Dilma, a usina de Belo Monte é anunciada como a terceira maior hidrelétrica em potência instalada no mundo.

As tentativas de reduzir as conseqüências socioambientais da obra, com a operação a fio d’água, isto é, sem um grande reservatório capaz de regular a vazão, apenas trouxeram mais problemas e proporcionaram uma sucessão de equívocos, técnicos e econômicos. Belo Monte foi superdimensionada. A capacidade de 11,2 mil MW só estará disponível durante três meses do ano. Nos meses de setembro a outubro, quando o Rio Xingu fica naturalmente mais seco, a capacidade instalada aproveitável da hidrelétrica não será maior do que 1.088 MW médios.

Por que, então, manter essa capacidade instalada total, que representará um custo de investimento da ordem de R$ 30 bilhões, com o aporte financeiro do BNDES, que se dispõe a financiar 80% do custo?

A resposta é que a usina de Belo Monte não virá sozinha. Para tornar viável sua operação e assegurar o retorno do investimento, será necessária a construção de, ao menos, outras três usinas à jusante, em Altamira, Pombal e São Félix.

E o conjunto de usinas projetadas naquele rio, considerado sagrado pelos povos indígenas, pode significara impossibilidade da manutenção das condições de existência e de reprodução das 19 etnias indígenas reconhecidamente existentes na região.

Frente a esta evidência, o governo insiste em reafirmar que a Resolução nº 6 do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), de julho de 2008, reconhecendo o interesse estratégico do rio Xingu para fins de geração de energia hidrelétrica, “assegura” que o potencial a ser explorado seja somente o situado entre a sede urbana do município de Altamira e a sua foz – ou seja, a usina de Belo Monte.

É como se deliberações de governo em nosso país fossem pétreas, não passíveis de uma reformulação, a gosto das circunstâncias. O resultado é que as populações indígenas e as populações ribeirinhas tradicionais foram deliberadamente colocadas á margem do processo de discussão da obra.

O processo de consulta nas audiências públicas para o licenciamento ambiental da usina de Belo Monte foi obra de ficção. Os indígenas sofreram toda sorte de constrangimentos para participar dos debates, as comunidades não foram consultadas, e acabaram desconsideradas as críticas levantadas de forma sistemática por um painel de especialistas constituído por cientistas de importantes universidades brasileiras.

O projeto prevê a construção de cinco barragens, dois vertedouros e trinta diques de contenção entre 40 e 1940 metros de extensão e altura entre 4 e 59 metros. Está prevista a construção de 52 km de canais com largura variando entre 160 e 400 metros. Seriam realizadas escavações comuns da ordem de 150,7 milhões de m³ de concreto. O projeto inclui a maior parte do desvio do fluxo de água do rio Xingu em uma trecho de aproximadamente 100 km conhecido como Volta Grande do Xingu, para um trecho que atualmente é ocupado por florestas e assentamentos de pequenos agricultores entrecortados por diversos travessões da rodovia Transamazônica, por meio de construção de dois canais de derivação ao norte da terra indígena de Juruna do Paquiçamba.

O artifício utilizado na concepção do projeto de Belo Monte, ao reduzir a área de inundação inicialmente prevista do reservatório dos 1.200km² para 516km², foi o de não inundar as duas áreas indígenas localizadas na região: a terra indígena Juruna do Paquiçamba e a terra indígena Arara da Volta Grande. Ao não inundar diretamente os dois territórios, o projeto se adapta à concepção dos projetos hidrelétricos em voga de desconsiderar as conseqüências sociais e ambientais das populações não inundadas ou “afogadas” pela formação dos reservatórios.

Este artifício permitiu que o projeto não se sujeitasse ao disposto nos parágrafo 3º e 5º do artigo 231 da Constituição Federal, que impede a remoção das populações indígenas sem consulta prévia e exigindo a aprovação pelo Congresso Nacional.

Como ficou evidenciado por Antônio Carlos Magalhães, antropólogo e indigenista do Instituto Humanitas, em Aproveitamento hidrelétrico do rio Xingu “a região da Volta Grande é considerada pelo empreendedor como área diretamente afetada (ADA). No entanto, os povos indígenas Juruna do Paquiçamba, Arara da Volta Grande e as famílias indígenas xipaya, kuruaya, juruna, arara, Kayapó, etc., como também a população ribeirinha, em geral, que habitam em localidades diversas (Garimpo do Galo, Ilha da Fazenda, Ressaca, etc.,) não são consideradas como diretamente afetadas, mas apenas localizadas na Área de Influência Direta.

O projeto ainda vem sofrendo constantes modificações com a justificativa de “otimização”. A mais recente indica apenas um canal de derivação em substituição aos dois canais originalmente concebidos na revisão do projeto. O fato é que a região da Volta Grande do Xingu sofrerá uma severa diminuição dos níveis de água no trecho seccionado do rio. A “garantia” de uma vazão ecológica de 700m³/s é uma ficção e não permite à população (incluindo as comunidades indígenas Paquiçamba e Arara) que ficará na região água suficiente para suas necessidades (transporte e alimentação à base de pesca). É possível acreditar em uma fiscalização independente da Agência Nacional de Águas (ANA), a monitorar as vazões de forma a impedir que não se turbinem as águas necessárias para a geração nas épocas de hidrologia reduzida?

A insistência do governo em levar adiante o projeto de Belo Monte mostra que a lógica técnica e econômica cedeu lugar à obsessão. Com graves conseqüências que não se restringem às populações indígenas e comunidades ribeirinhas do rio Xingu. Elas serão também sentidas nos bolsos de todos nós, consumidores de eletricidade. O espectro do “apagão” parece ser a única justificativa para a construção dessa usina.

Entretanto, ela aponta também o modelo de desenvolvimento que se quer dar á região amazônica e ao país. A energia a ser produzida pela usina não será utilizada para aliviar a pobreza e incorporar parcelas da população que sempre estiveram excluídas das benesses do consumo. Ela será destinada a satisfazer a necessidade de grandes grupos metalúrgicos na perpetuação do modelo que se apropria dos recursos naturais das águas dos rios da região para produzir bens de baixo valor agregado, mas de alto conteúdo energético para exportação. A isso chamam de desenvolvimento.

É preciso reabrir o debate de modelo de desenvolvimento que queremos para o Brasil. Está na hora de rever a concepção dos projetos hidrelétricos na Amazônia.

Os rios amazônicos (Madeira, Tocantins, Araguaia, Xingu e Tapajós) detêm cerca de 65% do assim chamado “potencial hidrelétrico” brasileiro. No debate está em jogo o direcionamento da política energética do país, bem como o próprio futuro da ocupação amazônica. É necessário diversificar a matriz de geração de energia elétrica que atualmente prioriza a hidreletricidade, equivocadamente considerada como “limpa” e “barata”. A utilização da energia dos ventos (eólica) da biomassa (resíduos agrícolas), bem como outras fontes alternativas devem ser ampliadas. E abandonar as que levam à destruição dos rios e culturas de quem vive às suas margens.


Depois de ler e fazer a devida análise pessoal, acredito não haver mais dúvidas quanto à existência desse complexo tão agressivo e em desacordo com a realidade dos tempos modernos e suas opções não descartáveis. 


   

25 de novembro de 2011

ASSUMIR A DERROTA



Transcrição:

Por MARINA SILVA

OPINIÃO
FOLHA DE SÃO PAULO
25 DE NOVEMBRO DE 2011


Na quarta-feira, na Comissão de Meio Ambiente do Senado, ocorreu uma das derrotas mais sofridas que a luta socioambiental em defesa do desenvolvimento sustentável poderia viver.
A sessão, que deveria tratar com tempo e profundidade o mérito do projeto de lei que propõe criar um novo Código Florestal, transformou-se em um exemplo perfeito do que, sem medo de errar, pode ser chamada de velha política.
O indicador dessa senilidade política veio na forma de argumentos apelativos que tentavam convencer os "derrotados" de que deveriam alargar o sorriso, disfarçar a indignação e posar para a foto com os "vencedores", sem lhes estragar o realce da moldura.
Afinal, todos, como no episódio do vaidoso rei que estava nu, deveriam repetir que o relatório Viana/Luiz Henrique havia conseguido tecer um texto que, finalmente, faria o impossível: aumentar a proteção de rios, encostas e florestas ao mesmo tempo em que acaba com a obrigatoriedade de recuperação das áreas de preservação permanente e das reservas florestais na maioria das propriedades privadas, com anistia de multas de desmatamentos ilegais.
Durante toda a sessão, o tom era de "dever cumprido", de "conquista histórica", de "consenso entre ruralistas, cientistas, governo e ambientalistas". Mas, na verdade, o que ocorreu mesmo foi um acordo entre poucos: governo e ruralistas, mediados pelos senadores Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), Jorge Viana (PT-AC), Luiz Henrique (PMDB-SC), Kátia Abreu (PSD-TO) e pela ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira.
Agora, o que se vê são todos os espaços sendo usados para fazer grudar na história uma espécie de adesivo verde, um tapume para esconder os escombros da legislação ambiental, que começa a ruir na derrocada do velho guardião das florestas.
Nada mais característico da velha política do que conformar-se em apenas parecer. Nesse caso, bastaria aos socioambientalistas deixar prevalecer a tese de que -apesar dos retrocessos- também saíram vencedores. Afinal de contas, também fazem parte do grande consenso. Poderiam nos colocar na foto de todos os jornais esverdeando a moldura, mas não seria a verdade.
As mais de 200 emendas apresentadas ao relator Jorge Viana demonstram que o único consenso é que não havia consenso algum. E isso, por si só, deveria fazer com que o processo de tramitação do projeto tivesse mais tempo, para tentar construir soluções mediadas, e não aplicar na lei aquilo que tanto se faz na floresta: o correntão!
Sem essa mediação, vão empurrar para a berlinda o compromisso assumido publicamente no segundo turno pela então candidata Dilma.


*** Marina Silva ***
escreve para a Folha de São Paulo
todas as sextas-feiras
coluna Opinião.



24 de novembro de 2011

ATENTEM PARA ESSE APELO DRAMÁTICO DOS NOSSOS ÍNDIOS





Sonia M. Martuscelli


Posted Thursday 24th November 2011 from Twitlonger

Guarani Kaiowás URGENTE!

Quem tiver contato de Senador ou qualquer autoridade, entrem em contato É DRAMÁTICO!

Car@s Companheir@s


Os fazendeiros da região, estão divulgando que os Guarani Kaiowás, estão matando bois das fazendas, para justificar a matança que querem fazer ainda hoje.

Não podemos permitir. Por favor, todos com seus meios, divulguem, pressionem!

Quem tiver contato de Senador ou qualquer autoridade, entrem em contato é dramático!

*** Amigos, isso é fato e a gente está acompanhando isso desde o início através de blogs, twitters, imprensa e sites locais.





18 de novembro de 2011

MAIS UM CÃO ARRASTADO POR CARRO



Não pense que é matéria repetida, pois não é...
  

REPRODUÇÃO: JORNAL NH
  
Cachorro é amarrado em carro e arrastado até a morte em Tramandaí (RS)

Suspeito foi detido após denúncia de populares e deve responder por crueldade.

Marcos Jorge/Da Redação

Tramandaí - Rio Grande do Sul

A cena da morte em uma suposta crueldade contra um cachorro chocou moradores de Tramandaí às 10 horas da manhã de ontem.

Um homem que não teve a identidade revelada teria amarrado o animal com uma corda no suporte do para-brisa de seu veículo, um Gol bege, na Rua Belo Horizonte, bairro Nova Tramandaí, em Tramandaí, e o arrastado até a morte por vários metros até a porta de sua residência. Segundo alegou à polícia, o suspeito teria amarrado a corda no pescoço do cachorro e o colocado dentro do porta malas, mas a porta teria se aberto e ele não teria percebido.

Conforme o delegado Paulo Perez, o acusado deve responder pelo crime de crueldade contra os animais. “Se ele não teve a intenção de matar, pelo menos assumiu o risco quando amarrou uma ponta da corda no pescoço e a outra do lado de fora do veículo”, frisa o delegado, que depois de ouvir o acusado teve que liberá-lo. Ele explica que o homem deve responder ao processo no Juizado Especial Criminal.

Eu me pergunto: O que passa na cabeça de um monstro desse? Qual a finalidade em iniciar uma adoção (ou compra) e depois abandonar, mau tratar ou até mesmo, matar, como nesse caso?

Por isso a “Lei Lobo” (mobilização através de movimentos sociais) tem que crescer e aparecer para as autoridades competentes, afim de que se faça emendas mais rigorosas a serem impostas aos cruéis infratores.

Em minha opinião, esses canalhas, imbecis, assassinos,... Bem, deixa pra lá! Acho que muitos já sabem qual é, e os que ainda não sabem, não terão dificuldades em imaginar...

Tomara que essa moda sádica acabe logo, do contrário, na falta de cães e na crescente ira dos desumanos, nossos filhos poderão ser as próximas vítimas.



VAZAMENTO DE PETRÓLEO - MENTIRAS APARECEM SUJAS DE ÓLEO



O Secretário Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro (SEA-RJ), Carlos Minc, disse ontem, quinta-feira (17) que está preocupado o vazamento de petróleo no Campo de Frade, na Bacia de Campos. Segundo reconheceu, a região faz parte da rota migratória de baleias, como as baleias jubarte, e golfinhos, que certamente serão prejudicados.

Foto: Google
  
O interessante é que, na quinta-feira passada, quando foi denunciado o vazamento, Minc declarou que não havia gravidade nesse acidente e que tudo estava sob controle. O que me faz pensar que, falou sem ter o conhecimento real dos fatos. Feia a declaração para um político e secretário de ambiente, jamais deveria fazê-la como autoridade, e a meu ver, um erro passivo de alguns puxões de orelhas, daqueles bem puxados...

Bem... pelo que vimos depois, o desastre não estava sob controle coisa alguma, o vazamento poderia ocorrer por vários dias sem que ninguém soubesse não fosse a NASA denunciar o caso. E agora, mesmo com o fundilho aparecendo, a CHEVRON, que é a operadora daquele poço em sociedade com a Petrobrás e ANP, diz que tem vários navios trabalhando na coleta do óleo superficial, porém a Polícia Federal constatou que trabalhando lá, há poucos navios, desmentindo a poderosa empresa americana. Quanto às suas sócias, nada dizem de concreto, pois estão perdidas e com informações desencontradas (ou ocultadas). Isso é eticamente desrespeitoso e de imensa irresponsabilidade para com todos nós.

Foto: CHEVRON/Reuters

Para o ocorrido, ainda se cogita que a CHEVRON tenha ultrapassado 500 metros além do permitindo. Questão que incriminaria ainda mais a exploradora americana por seu erro ou sua ganância. Prefiro acreditar na segunda hipótese, pois a tecnologia que envolve essa atividade nos dias de hoje é muito avançada e isso aponta claramente que, se houve mesmo esse avanço na perfuração, foi intencional.

Já a imprensa brasileira está inerte aos furos de reportagens, pois nada divulga sem que antes seja aflorado através da imprensa internacional, e isso quer dizer que está se passando por lebre diante da caçada do gato, que por sua vez, está acuado pelo imponente Pitbull (Entenda ao nível do seu acompanhamento político)...

Lamento que o secretário tenha admitido só agora depois de 8 dias do vazamento ser detectado pela NASA (dia 9). A CHEVRON escondeu o fato até então, pois se supõe que o “problema com a sonda” (segundo esclarece) tenha se iniciado um dia antes (8).
Minc citou as baleias Jubartes que procuram as nossas águas quentes para se reproduzirem entre os meses de junho e dezembro, porém esqueceu de dizer que não só elas, mas outras seis espécies de baleias visitam nossa costa, são elas: Bryde, Minke, Sei, Fin, Franca-do-Sul e Azul. Também na mesma rota e que passa pela mancha de óleo, trafegam as tartarugas que utilizam nossas praias para desovarem.

Outra questão espantosa são os dados numéricos divulgados, pois a ANP alega estarem vazando 300 barris/dia, enquanto a NASA estimou em 3.7 mil barris/dia baseada na extensão da mancha e na área quadrada em que ela se espalhou, embora hoje, já esteja sendo percebido algo por volta de 23 vezes mais do que os 300 barris/dia divulgados pela CHEVRON e ANP.

Foto: Satélite NASA

Infelizmente essa catástrofe trará muitos problemas para a nossa fauna marinha, e o dinheiro dos royalties não trará compensação porcaria nenhuma, como enfatizou o secretário desinformado que tentou dar uma choradinha fora de hora, desesperado que está pela participação desse montante que dizem ter direito.

É lamentável que Carlos Minc não assuma uma postura inerente ao importante cargo que ocupa e ao de ambientalista que diz ser, pois todos nós sabemos que os bilhões de reais provindo dessas extrações jamais pagariam um único item relacionado a tragédias como essa.

Agora resta saber qual será a enérgica atitude que o Brasil poderá implementar sobre os culpados. Não adiantam ser multas somente, por mais pesadas que sejam, porque de alguma forma (sabemos por outras histórias recentes) elas acabarão voltando para as mãos de onde saíram em forma de incentivos fiscais, e tudo passará como se nada tivesse passado, e de carona nessa perniciosa passagem, seguirá junto memória do povão... 




16 de novembro de 2011

O CÃO ROTTWEILER ARRASTADO PELO DONO, MORREU...



Infelizmente o cão da raça rottweiler que foi arrastado por aproximadamente 1,0 km, através de uma pick-up dirigida pelo seu ex-dono, em ruas de Piracicaba, faleceu ontem a noite, dia 15 de novembro de 2011.


Infelizmente ele ainda teve uma das patas amputadas e se encontrava em tratamento sob os cuidados da ONG “Vira-Lata Vira-Vida”, porém ontem não resistiu e veio a falecer. A causa real da morte deverá ser divulgada logo que seja concluída a autópsia.

Resta saber o que acontecerá com o cafajeste assassino que praticou essa crueldade, e que tudo indica, foi um ato intencional.

A princípio coube a ele o pagamento de uma multa de R$ 1.500,00, porém seu “adEvogado” questiona o valor, alegando que seu cliente, além de não ter condições para pagar, já está sendo penalizado com a hostilidade ao qual é tratado nas ruas.

Acho que ele não sabe exatamente o que é ser hostilizado. Para saber, a polícia não deveria ter chegado tão cedo no dia em que a população queria dar umas tapinhas nas orelhinhas dele...

Mas como a tristeza de uns, pode ser a alegria de outros, desse fato tirou-se uma grande idéia da mobilização dos “indignados pelos animais”. Esses reagiram a tempo e à hora e eu acredito que, a partir desse caso, as cobranças deverão ser muito mais acirradas do que antes.

O cão rottweiler chamado Lobo certamente será um marco referente à conscientização popular e às mudanças na lei, tornado-a um tanto mais enérgica.

 Vídeo: Bom Dia São Paulo - Rede Globo


LOBO! VOCÊ FOI "O BICHO”! 





15 de novembro de 2011

VAZAMENTO DE PETRÓLEO NA BACIA DE CAMPOS (RJ) É 10 VEZES MAIOR QUE A DIVULGADA



Na sexta-feira passada (11), postei sobre o vazamento de petróleo na Bacia de Campos Pensar e Falar...: VAZAMENTO DE PETRÓLEO NO MAR , onde questiono a competência do Sr. Carlos Minc em afirmar, através dos meios de comunicação, que esse vazamento no Campo de Frade não é grave.

Pois bem... Se ele, autoridade a frente da Secretaria Estadual do Ambiente (SEA-RJ), diz algo defendendo como banal um vazamento de petróleo em águas onde ocorre tráfego intenso de Tartarugas e Baleias Jubarte (em risco de extinção) que procuram nossas águas quentes para se reproduzirem-se, então sugiro que este cidadão se retire do posto público e saia em defesa de outras causas mais interessantes à ele e ao seu amigo FHC, marchando lado a lado em busca da liberdade nevoenta.

Infelizmente não só ele, mas a Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), disse que estava apurando os fatos e procurando responsabilidades, porém, até hoje, 7 dias consecutivos após (supõe-se ter iniciado o vazamento no dia 8/11), ainda procura pelos responsáveis enquanto meios de informações independentes já estão, inclusive, postando fotos e divulgando dados técnicos da imensidão do estrago. Dados esses que reproduzo com muita indignação.

Como havia escrito antes, a CHEVORN BRASIL (Chevron Oil Spill off Brazil - 100% americana / 0% brasileira) é a operadora que extrai o petróleo no Campo de Frade (Bacia de Campos), logo entendo que o compromisso com nossas águas é infinitamente inferior ao compromisso observado no Golfo do México, porque quem estava operando a “SEDCO 706” (sonda de perfuração semi-submersível) não era outra senão a tão assustadora TRANSOCEAN, a mesma que operava naquele evento catastrófico.

Inicialmente a CHEVRON disse que o vazamento foi um afloramento natural do petróleo liberado pelo poço, mas por cautela (?) determinou a suspensão da perfuração. Agora, admite ter havido erros no ato da perfuração e descontrole sobre a ruptura.

Embora as autoridades brasileiras (?) tenham tentado abafar a gravidade do acidente (pelo que parece), a SKYTRUTH registrou o vazamento através de fotos por satélite divulgadas pela “MODIS/Aqua Satellite Image” da NASA, vinte quatro horas após o vazamento ter supostamente iniciado.

Os dados técnicos da catástrofe (quaisquer vazamentos de petróleo no mar são catástrofes) estão disponíveis para que oradores desinformados obtenham o conhecimento necessário para só depois dar seus depoimentos e falar a verdadeira situação, pois mentira tem pernas curtas e nós estamos aqui para medir os cumprimentos dessas pernas.

Conforme estimado através de fotos e orientações por outros meios não informados, a SKYTRUTH descreveu que uma mancha de óleo originária do local de perfuração se estende por 2.379 km² e está entrando em um rodamoinho de correntes marinhas e isso quer dizer que, caso se liberte, logo poderá alcançar o litoral norte do Rio de Janeiro e costa do Espírito Santo. A Lâmina é de 1 micron de espessura, e totaliza um montante de 628 mil galões (14.954 barris) de petróleo.

Foto: MODIS/Aqua Satellite Image (NASA)
Capturada as 12 horas do dia 12/11/2011


Seguindo a lógica, se o vazamento começou na data suposta (8 /11), estima-se que a taxa de vazão é de aproximadamente 157 mil galões (3.738 barris) por dia.


Então, a catástrofe é estimada em vazão proporcional a 10 vezes maior que a anunciada inicialmente pela CHEVRON BRASIL, que era de 330 barris por dia.

Esses dados foram levantados e a foto capturada no dia 12, porém os números atuais devem estar bem mais elevados para hoje, dia 15.

Com todo o respeito ao cargo do Sr. Secretário, e também aos que ele parece defender, tenho uma opinião sugestiva: Que seria melhor ele ter apurado os fatos antes de divulgar tamanha desqualificação do acidente, e por isso desejaria vê-lo pedir para ir ali fora, comprar um novo jalequinho na quitanda da esquina e não voltar mais. NUNCA MAIS!

* Se a mancha de óleo se desprender do rodamoinho e não for contida a tempo, seguirá no sentido das correntes que vem do sul, e além de atingir o litoral do Rio de janeiro e Espírito Santo, poderá também chegar às proximidades do Arquipélago de Abrolhos (BA), berço de inúmeras espécies marinhas.



   

SERÁ O COMPLEXO DE USINAS HIDRELÉTRICAS DE BELO MONTE UMA FRAUDE ARMADA OU PROGRESSO PARA A AMAZÔNIA?



O Complexo de Usinas Hidrelétricas de Belo Monte está aí para que todos assistam o progresso chegar a uma região carente de energia elétrica, necessitada de infra-estrutura, sedenta por trabalho e com todos os recursos naturais disponíveis para a realização de uma grandiosa obra, tanto no tamanho quanto na capacidade de geração de energia... Certo?

ERRADO! 
Sustentavelmente, ecologicamente, humanamente e financeiramente, ERRADO!
Portanto, INFINITAMENTE ERRADO!
  
Respondendo ao título: A CONSTRUÇÃO DO COMPLEXO DE BELO MONTE SERÁ SIM, UMA FRAUDE E NÃO DEVERÁ ENCANTAR PELA FALTA DO CUMPRIMENTO DA MAIORIA DAS PROMESSAS, ALÉM DE SER CONTRA QUALQUER CONCEPÇÃO DE TECNOLOGIA MODERNA. ELA SERÁ ARCAICA E ULTRAPASSADA, ALÉM DE CONTRIBUIR AGRESSIVAMENTE PARA O DESIQUILÍBRIO DO ECO-SISTEMA MUNDIAL.

Os argumentos para a construção das Usinas Hidrelétricas de Belo monte é uma enganação, é desperdício do dinheiro público, é afronta ao povo brasileiro e principalmente à população ribeirinha daquela região, às comunidades indígenas, à cidade de Altamira (PA), à floresta, à fauna, ao Rio Xingu, uma ameaça mortal a vida local como num todo... O projeto inicial é antigo e agressivo pela ótica moderna e o projeto atual não é outro senão o antigo, não poupa a natureza nem as pessoas ao redor, não se utiliza de recursos sustentáveis e destrói o que a natureza construiu com extrema perfeição. O complexo de Usinas Hidrelétricas de Belo Monte é, contradizendo todos os argumentos favoráveis, uma verdadeira fraude!
  
  Rio Xingu - Foto: Google

O lago que será formado pelo represamento do rio na construção da primeira Usina terá 516 km² de área, ou seja, 51.600 hectares de floresta serão submersas sem serem retiradas, trazendo perigos que vão das possibilidades de acidentes para a navegação à contaminação das águas por dióxido de carbono e gás metano. A previsão da localização da primeira Usina será no trecho conhecido como Volta Grande, que deixará de existir, bem como 30% da cidade de Altamira, que passará a ser habitada somente por seres aquáticos. Contudo, para a implantação dessa primeira Usina estima-se desalojar mais de 20 mil pessoas.

Bacia Amazônica - Imagem: Google

Alega-se ilusoriamente que será criado mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, porém imagino que boa parte da população local (mão de obra não qualificada) terá como tarefa catar peixinhos contaminados na beira do rio. E, na pior das hipóteses, aquela localidade vai se transformar num “mundo de doenças”, levadas por operários hospedados na região como foi o ocorrido em “Serra Pelada”, “Tucuruí” e “Carajás”.

R. Xingu (trecho Volta Grande) - Imagem: Google


Na verdade, a primeira usina de Belo Monte terá como principal função atender empresas de mineração de carbono que lá se instalarão para explorar o nosso solo, num processo acelerado de degradação ambiental. Também é bom que se saiba que essa primeira usina, não será construída dotada de intenções e ter capacidade para energizar acomodadamente além das fronteiras dessas mineradoras e parte de Altamira.

Então, definitivamente ela não será implantada para atender especificamente ao povo local ou da rendondeza, como se promete.

Já se falou muito sobre a Usina de Itaipu (Binacional: Brasil/Paraguai) e se fez muitas comparações sobre a importância de uma Usina Hidrelétrica capaz de aliviar Itaipu em função de contingência para as várias ocorrências acidentais. Mas são comparações infundadas diante dos recursos tecnológicos de captação de energia existentes hoje, como as energias solar e eólica, além do que, a Usina de Itaipu só atende as regiões sul, sudeste e parte do centro-oeste e, havendo apagões, outras regiões jamais serão afetadas, contudo, Belo Monte não terá nenhuma relação com o suposto suprimento de energia para as áreas atendidas por Itaipu, como as proposições absurdas que eu já li dos defensores mal orientados.

A Usina de Belo Monte jamais será construída com a predestinação de fornecer sustentabilidade àquela região ou de trazer divisas aceitáveis diante da grandeza do prejuízo eco-ambiental que causará à humanidade.

E o valioso mineral de carbono será extraído exclusivamente por empresas mineradoras estrangeiras, portanto, a porção que caberá ao Brasil (e que grande parte se fragmentará pelo caminho até chegar aos cofres públicos) será pequena para compensar os estragos sócio-ambientais.

É lamentável que o governo brasileiro não esteja tratando as questões sociais como prioritárias, as famílias ribeirinhas e as comunidades indígenas afetadas estão sendo enganadas e sendo postas para fora de lá sem que haja uma socialização coerente às necessidades daquelas pessoas, uma integração relacionada ao futuro e sobrevivência delas.
  
Portanto, não se vê nessa implantação, obediência sob a opinião pública que, mesmo distribuída por outros pontos do planeta, suplicam pela utilização de recursos atuais e mais baratos, e que hoje está sendo aplicado em todo o mundo em substituição aos sistemas já ultrapassados, como são as agressivas, antiquadas e perigosas represas.

 Rio Xingu - Foto: ecodebate.com.br

* Só para constar: muitos dos jovens ou defensores desinformados não tem ideia dos estragos causados a fauna e a flora, e nem do que desapareceu submerso pelas águas da represa de Itaipu. Diga-se: Sete Quedas, no Rio Paraná, um conjunto de cachoeiras de beleza reconhecida mundialmente e de equilíbrio ecológico necessário ao eco-sistema de grande parte da região central da América do Sul, onde até o clima sofreu alterações consideráveis.

 Sete Quedas (hoje submersa) - Foto: Google
  
Infelizmente, na ocasião, não havia outros recursos menos agressivos como se tem hoje e que não estão sendo considerados pelo atual GOVERNO DO BRASIL.

** Esta postagem teve como orientadora a gaúcha SHEILA CAMARGO (@spascam), que é uma defensora incondicional da bio-diversidade das florestas, especialmente dos seres que lá habitam.


*** Aproveitando o assunto, sugiro dois links para serem visitados: 


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